Saúde Oral em Portugal 2025: 64,6% dos portugueses sem dentição completa e 70% desconhecem consultas dentárias do SNS

10 Nov
Saúde Oral em Portugal 2025 - Barómetro OMD: Dados e Desafios

A saúde oral em Portugal continua a apresentar desafios estruturais significativos, apesar de avanços progressivos nos últimos anos.

De acordo com o Barómetro da Saúde Oral 2025 da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), 64,6% dos portugueses não têm dentição completa, e 70,3% desconhecem que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) oferece consultas de medicina dentária.

Estes dados revelam que, apesar de uma melhoria gradual, persistem desigualdades no acesso e na literacia em saúde oral.

O retrato da dentição em Portugal

A análise do Barómetro mostra uma evolução ligeiramente positiva face a 2024, mas ainda preocupante: mais de seis em cada dez portugueses continuam com dentes em falta, e 26,9% já perderam seis ou mais dentes.

Destes, 48,9% não possuem qualquer tipo de substituição, seja prótese, dentadura ou dentes fixos.

Esta realidade afeta não só a estética, mas também a saúde geral e o bem-estar psicológico. A perda dentária compromete a mastigação, dificulta a higiene oral e reduz a autoestima, influenciando a alimentação e a qualidade de vida.

Dentição Completa vs Incompleta (Portugal 2025)

Gráfico 1 — Dentição Completa vs Incompleta (Portugal 2025)
Fonte: Barómetro da Saúde Oral 2025 – OMD

Hábitos de higiene: evolução positiva, mas ainda insuficiente

O estudo destaca que 78% dos portugueses escovam os dentes regularmente, um aumento face a 2024.

Contudo, apenas 23,4% utilizam fio dentário diariamente e 32,8% recorrem ao elixir oral, práticas ainda muito aquém das recomendações de higiene oral.

Esta discrepância reflete uma consciência crescente, mas uma adesão irregular à prevenção — um dos principais desafios identificados pela OMD.

É neste ponto que a educação para a saúde e o acompanhamento regular em clínicas dentárias assumem papel fundamental.

Consultas dentárias: prevenção ainda não é prioridade

Mais de 64,6% dos portugueses visitam o médico dentista pelo menos uma vez por ano, um valor estável desde 2019.

Porém, 26% recorrem apenas em situações de urgência e 2,5% nunca consultaram um dentista, demonstrando que o hábito de prevenção continua limitado.

Frequência de Visitas ao Médico Dentista (2025)

Gráfico 2 — Frequência de Visitas ao Médico Dentista (2025)
Fonte: Barómetro da Saúde Oral 2025 – OMD

Entre os principais motivos para a falta de consultas regulares estão a perceção de não necessidade (53,8%), a dificuldade económica (22,2%) e o medo (8,7%) — fatores que continuam a afastar milhares de portugueses dos cuidados básicos de saúde oral.

Principais Motivos para não Ir ao Dentista (2025)

Gráfico 3 — Principais Motivos para não Ir ao Dentista (2025)
Fonte: Barómetro da Saúde Oral 2025 – OMD

Desconhecimento sobre os serviços do SNS

Apesar de o SNS disponibilizar consultas de medicina dentária em diversos centros de saúde, sete em cada dez portugueses (70,3%) ainda desconhecem essa oferta.

Entre os que conhecem, 94% continuam a recorrer ao setor privado — e apenas 6% utilizaram o SNS na última consulta.

Mesmo assim, 99,2% dos inquiridos defendem que o Estado deve comparticipar tratamentos dentários, tal como acontece noutras áreas médicas.

Conhecimento sobre Consultas Dentárias no SNS (2025)

Gráfico 4 — Conhecimento sobre Consultas Dentárias no SNS (2025)
Fonte: Barómetro da Saúde Oral 2025 – OMD

Estes dados demonstram que a oferta pública existe, mas não é suficientemente comunicada, e que a população continua dependente do setor privado para manter um acompanhamento regular.

A importância do setor privado: o papel de clínicas como a MAXICLIN

Recentemente, o Governo anunciou a criação da Rede Nacional de Saúde Oral, uma iniciativa voltada para melhorar o acesso e a qualidade dos cuidados dentários em Portugal. Embora ainda não esteja totalmente implementada, a rede será estruturada em duas frentes principais.

Primeiro, haverá um reforço nos gabinetes de saúde oral dos cuidados primários, com a contratação de médicos dentistas, algo que, segundo a Secretária de Estado da Saúde, ainda não foi realizado em outras gestões. Este esforço visa garantir que os gabinetes sejam operacionais e possam contar com profissionais qualificados, assegurando a cobertura de uma área vital da saúde pública.

A segunda via será a digitalização e a expansão do cheque-dentista, com a introdução do SISO 2.0 (Sistema de Informação de Saúde Oral), uma plataforma digital inovadora que integrará os exercícios clínicos dentários num registo eletrónico único, criando o Boletim de Saúde Oral.

Este sistema permitirá acompanhar de forma contínua e mais eficaz o estado de saúde oral da população, garantindo um melhor seguimento dos tratamentos e permitindo decisões mais rápidas e baseadas em dados concretos, o que, sem dúvida, contribuirá para a melhoria do atendimento e da gestão dos serviços.

No entanto, mesmo com esses avanços do setor público, a realidade é que a grande maioria dos portugueses ainda recorre ao setor privado (98,2%) para garantir acesso a cuidados dentários de qualidade.

Neste cenário, clínicas como a MAXICLIN assumem um papel essencial para garantir acesso rápido, qualidade clínica e tratamentos dentários — desde consultas de prevenção, limpezas e check-ups até cuidados avançados como implantes dentários, ortodontia e estética oral.

Com equipamentos modernos, profissionais em medicina dentária qualificados e protocolos com entidades como ADSE, SAMS e Future Healthcare, a clínica reforça o compromisso de tornar os cuidados dentários mais acessíveis.

Além de tratar, a MAXICLIN aposta fortemente na prevenção e educação em saúde oral, incentivando hábitos saudáveis e consultas regulares, para evitar que pequenas negligências se transformem em problemas sérios.

Principais conclusões

O Barómetro da Saúde Oral 2025 revela avanços, mas também lacunas preocupantes:

  • 64,6% dos portugueses continuam sem dentição completa;
  • 26% só recorrem ao dentista em caso de urgência;
  • 70,3% desconhecem o apoio público existente;
  • e 22,2% ainda veem o custo como uma barreira.

Estes números reforçam a urgência de uma estratégia nacional de literacia e prevenção em saúde oral, com maior integração entre o SNS e as clínicas privadas.

Enquanto o sistema público não responde plenamente à procura, clínicas como a MAXICLIN continuam a ser uma solução fiável e de proximidade, assegurando tratamentos de excelência e acompanhamento contínuo.

A prevenção é o melhor investimento que se pode fazer pelo sorriso — e pela saúde.

Agende a sua consulta na MAXICLIN e comece hoje a cuidar do seu bem-estar oral.

 

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