Os dentes do siso, também conhecidos como terceiros molares, são os últimos dentes a nascer e podem provocar dor, inflamação da gengiva ou infeções, sobretudo quando não existe espaço suficiente para erupcionarem corretamente.
A extração nem sempre é necessária. A decisão depende da posição do dente, da presença de sintomas, de eventuais lesões e dos riscos associados à sua permanência ou remoção.
Neste guia, explicamos quais são os sintomas dos dentes do siso, quando pode ser necessário extraí-los, como decorre a cirurgia e quais os cuidados essenciais para uma recuperação adequada.
Neste artigo
O que são os dentes do siso?
Os dentes do siso são os terceiros molares, localizados na parte mais posterior das arcadas dentárias. São os últimos dentes permanentes a desenvolver-se e a erupcionar, habitualmente entre os 17 e os 25 anos, embora esta idade possa variar.
Um adulto pode ter até quatro dentes do siso:
- Dois no maxilar superior;
- Dois na mandíbula, ou maxilar inferior.
Na nomenclatura dentária, são identificados pelos números 18, 28, 38 e 48. Assim, quando se fala no dente 48, estamos a referir-nos ao terceiro molar inferior direito.

Nem todas as pessoas desenvolvem os quatro dentes do siso. Algumas apresentam apenas um, dois ou três, enquanto outras não desenvolvem nenhum. Esta situação, conhecida como agenesia dentária, resulta da ausência de formação de um ou mais germes dentários.
Para que servem os dentes do siso?
Do ponto de vista evolutivo, os terceiros molares terão desempenhado um papel importante na mastigação de alimentos mais duros e fibrosos.
Atualmente, podem contribuir para a função mastigatória quando erupcionam numa posição adequada, apresentam uma estrutura saudável e permitem uma higiene oral eficaz.
No entanto, devido à falta de espaço ou a alterações na orientação do seu desenvolvimento, podem permanecer inclusos, erupcionar parcialmente ou provocar problemas nos tecidos e dentes adjacentes.
Quais são os sintomas dos dentes do siso?
Os sintomas dos dentes do siso dependem da sua posição, do processo de erupção e da existência de inflamação ou infeção.
Um dente do siso a nascer pode provocar algum desconforto local, mas dor intensa, inchaço significativo ou dificuldade em abrir a boca justificam uma avaliação por um médico dentista.
Sintomas mais frequentes
- Dor na parte posterior da boca
É um dos sintomas mais comuns. Pode manifestar-se como pressão, sensibilidade ou dor persistente na zona atrás do segundo molar. - Gengiva inchada e avermelhada
A gengiva que envolve um dente do siso parcialmente erupcionado pode ficar inflamada, sensível e dolorosa. - Dificuldade em mastigar
A inflamação dos tecidos junto ao terceiro molar pode tornar a mastigação desconfortável, sobretudo quando os alimentos entram em contacto com a zona afetada. - Mau hálito ou sabor desagradável
A acumulação de restos alimentares e placa bacteriana sob a gengiva que cobre parcialmente o dente pode provocar halitose ou um sabor desagradável na boca. - Dor ao abrir a boca
Em situações inflamatórias mais acentuadas, pode surgir limitação da abertura da boca, conhecida clinicamente como trismo. - Dor irradiada para o ouvido, garganta ou cabeça
A dor de origem dentária pode ser referida noutras regiões da face, devido às ligações nervosas da região maxilofacial. Contudo, estes sintomas não são exclusivos dos dentes do siso e podem ter outras causas.
Quando deve procurar um médico dentista?
Deve marcar uma consulta se apresentar:
- Dor persistente na zona dos dentes do siso;
- Gengiva inflamada ou sangramento recorrente;
- Inchaço na face;
- Mau sabor persistente ou saída de pus;
- Dificuldade em mastigar ou abrir a boca;
- Episódios repetidos de inflamação.
- Dificuldade de higienizar.
agende consulta de diagnóstico
Atenção: se tiver febre associada a inchaço facial, agravamento rápido dos sintomas ou dificuldade significativa em engolir, procure avaliação urgente. A dificuldade em respirar ou em engolir saliva, sobretudo quando acompanhada de edema progressivo, exige assistência médica imediata.
Dente do siso incluso: o que significa?
Um dente do siso incluso é um terceiro molar que não consegue erupcionar completamente até à sua posição normal na arcada dentária.
Esta situação pode resultar da falta de espaço, de uma orientação desfavorável ou da presença de obstáculos anatómicos.
Existem diferentes formas de inclusão:
- Inclusão óssea total: o dente permanece completamente coberto pelo osso;
- Inclusão parcial: parte do dente permanece retida no osso ou coberta pela gengiva;
- Inclusão horizontal: o dente apresenta uma orientação aproximadamente horizontal;
- Inclusão mesioangular: a coroa está inclinada em direção ao segundo molar;
- Inclusão vertical: o dente apresenta uma orientação próxima da dos restantes molares, mas não consegue erupcionar normalmente;
- Inclusão distoangular: a coroa está inclinada para a região posterior.

A classificação da posição é importante para avaliar a dificuldade cirúrgica e a relação do dente com estruturas anatómicas próximas.
Um dente incluso pode não provocar qualquer dor. Ainda assim, isso não exclui a possibilidade de alterações periodontais, cárie no segundo molar adjacente ou outras patologias.
A avaliação clínica e radiográfica permite determinar se existe indicação para tratamento ou se é possível manter o dente sob vigilância.
Que problemas podem ser provocados pelos dentes do siso?
Quando um terceiro molar não erupciona corretamente ou não permite uma higiene adequada, podem surgir diversas complicações.
Pericoronarite: inflamação da gengiva junto ao siso
A pericoronarite é uma inflamação dos tecidos que rodeiam um dente parcialmente erupcionado, sendo particularmente frequente nos terceiros molares inferiores.
A presença de uma pequena porção de gengiva sobre a coroa do dente, designada opérculo, favorece a acumulação de placa bacteriana e restos alimentares.
Os principais sintomas incluem:
- Dor na região posterior da mandíbula;
- Gengiva inchada e avermelhada;
- Mau hálito ou sabor desagradável;
- Dificuldade em mastigar;
- Limitação da abertura da boca;
- Em situações mais graves, febre ou formação de pus.
O tratamento depende da gravidade do quadro e pode incluir limpeza e irrigação da zona, controlo da dor e, quando clinicamente indicado, tratamento antibiótico ou extração.
Um primeiro episódio ligeiro não implica necessariamente a remoção imediata do dente. A recorrência ou a gravidade da inflamação devem ser consideradas na decisão terapêutica.
Cárie no dente do siso
A localização posterior dos terceiros molares pode dificultar a escovagem e a utilização do fio dentário, favorecendo a acumulação de placa bacteriana.
A cárie pode afetar o próprio siso ou a face posterior do segundo molar, que é particularmente importante preservar. A decisão entre restaurar ou extrair o dente depende da extensão da lesão, da posição, da possibilidade de tratamento e da sua utilidade funcional.
Danos no segundo molar
Um dente do siso mal posicionado pode favorecer a acumulação de placa bacteriana e o desenvolvimento de cárie ou doença periodontal no segundo molar.
Em determinados casos, pode também ocorrer reabsorção radicular, ou seja, perda de estrutura da raiz do dente adjacente.
Quistos associados a dentes inclusos
Em alguns casos, os tecidos que envolvem um dente incluso podem desenvolver alterações quísticas, como um quisto dentígero.
Estas lesões podem evoluir sem sintomas evidentes, sendo por vezes identificadas através de exames radiográficos. A sua presença constitui uma indicação para avaliação e tratamento especializado.
Quando é necessário extrair um dente do siso?
Nem todos os dentes do siso precisam de ser extraídos.
Um terceiro molar completamente erupcionado, saudável, funcional, bem posicionado e que permita uma higiene oral adequada pode permanecer na boca, desde que seja acompanhado regularmente.
A extração pode ser recomendada quando existe:
- Pericoronarite recorrente ou particularmente grave;
- Cárie extensa que não pode ser restaurada de forma previsível;
- Infeção ou patologia pulpar ou periapical sem possibilidade de tratamento conservador adequado;
- Lesão no segundo molar adjacente;
- Reabsorção radicular;
- Quisto ou outra lesão associada ao dente;
- Dor persistente atribuível ao terceiro molar;
- Indicação cirúrgica ou ortodôntica devidamente fundamentada.
Segundo estudos da American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons (AAOMS),
“cerca de 85% dos dentes do siso precisam de ser eventualmente extraídos ao longo da vida devido à falta de espaço, patologias associadas ou impossibilidade de higienização eficaz”
A decisão deve resultar de uma avaliação individual, considerando os benefícios esperados da extração e os riscos associados à cirurgia.
É necessário tirar os dentes do siso mesmo sem dor?
Não necessariamente.
A ausência de dor não garante que o dente esteja saudável, mas também não significa que deva ser extraído preventivamente.
Em dentes inclusos e sem patologia identificada, pode ser indicada uma estratégia de vigilância clínica e radiográfica. Esta abordagem permite acompanhar a posição do dente, avaliar os tecidos adjacentes e identificar alterações que possam justificar uma intervenção futura.
A orientação da NICE desaconselha a extração profilática sistemática de terceiros molares inclusos sem patologia, enquanto a AAOMS recomenda uma decisão individualizada, considerando também os riscos da retenção e da remoção.
Qual é a melhor idade para extrair os dentes do siso?
Não existe uma idade universal para a extração.
A avaliação pode começar na adolescência, quando o desenvolvimento dos terceiros molares já permite estudar a sua posição e evolução.
Em alguns casos, a intervenção durante a adolescência tardia ou o início da idade adulta pode apresentar vantagens técnicas, dependendo do desenvolvimento das raízes e das condições anatómicas.
Contudo, a idade, isoladamente, não determina a necessidade de cirurgia. A decisão deve considerar a situação clínica, a complexidade da intervenção e os riscos individuais.
Como é feita a cirurgia de extração do dente do siso?
A extração dos dentes do siso é um procedimento de cirurgia oral que pode variar entre uma exodontia simples e uma intervenção cirúrgica mais complexa.
A técnica depende de fatores como a posição do dente, o grau de inclusão, a anatomia das raízes e a proximidade de estruturas importantes.
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Avaliação clínica e exames de diagnóstico
Antes da cirurgia, o médico dentista avalia o histórico clínico, os sintomas, a posição do dente e o estado dos tecidos adjacentes.
A ortopantomografia é frequentemente utilizada para observar os terceiros molares, as raízes, os segundos molares e as estruturas anatómicas próximas.
Em situações específicas, pode ser indicada uma tomografia computorizada de feixe cónico (CBCT), sobretudo quando é necessário esclarecer a relação entre as raízes e o nervo alveolar inferior ou outras estruturas anatómicas. -
Anestesia
A extração é habitualmente realizada sob anestesia local, que bloqueia a sensibilidade dolorosa na zona intervencionada.
Durante o procedimento, é normal sentir pressão ou movimentos, mas não deverá sentir dor aguda. Se isso acontecer, deve comunicá-lo ao médico dentista.
Em determinadas situações, nomeadamente perante ansiedade significativa ou procedimentos mais complexos, pode ser considerada sedação consciente, quando disponível e clinicamente indicada. -
Acesso ao dente
Se o dente estiver totalmente erupcionado, poderá ser possível removê-lo com uma técnica de extração convencional.
Quando está incluso ou parcialmente incluso, pode ser necessário realizar uma pequena incisão na gengiva e remover uma quantidade controlada de osso para aceder ao dente. -
Odontossecção, quando necessária
Em determinados casos, o médico dentista divide o dente em segmentos mais pequenos para facilitar a sua remoção.
Esta técnica, designada odontossecção, permite adaptar a cirurgia à anatomia do dente e reduzir a necessidade de força sobre os tecidos circundantes. -
Remoção e limpeza
Após a remoção do dente, a zona é cuidadosamente observada e limpa, de acordo com as necessidades do procedimento.
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Sutura
Quando existe uma incisão cirúrgica, podem ser colocados pontos para aproximar os tecidos e favorecer a cicatrização.
Os pontos podem ser reabsorvíveis ou exigir remoção numa consulta posterior.
A extração do dente do siso é perigosa?
A extração dos terceiros molares é um procedimento frequentemente realizado em medicina dentária, mas, como qualquer cirurgia, apresenta riscos. Entre as possíveis complicações encontram-se:
- Hemorragia;
- Dor e edema;
- Infeção;
- Alveolite;
- Lesão de estruturas nervosas, sobretudo nos terceiros molares inferiores;
- Comunicação com o seio maxilar, em determinadas extrações superiores.
A proximidade das raízes do siso inferior ao nervo alveolar inferior ou ao nervo lingual pode, em alguns casos, originar alterações temporárias ou, mais raramente, persistentes da sensibilidade. Por isso, o planeamento radiográfico e a explicação dos riscos fazem parte do processo de consentimento informado.
O médico dentista deve esclarecer o doente sobre as opções de tratamento, os benefícios esperados e as possíveis complicações antes da intervenção.
Recuperação após a extração do dente do siso
A recuperação depende da complexidade da cirurgia, do número de dentes extraídos e das características individuais de cada doente. É habitual existir algum desconforto, edema e limitação da abertura da boca nos primeiros dias.
Quanto tempo demora a cicatrização do dente do siso?
A cicatrização dos tecidos moles ocorre progressivamente ao longo de uma a duas semanas, embora o alvéolo continue a cicatrizar durante várias semanas. A remodelação óssea é mais demorada e pode prolongar-se durante alguns meses.
| Período | O que é habitual |
|---|---|
| Primeiras 24 horas | Formação e estabilização do coágulo sanguíneo. |
| Dias 2–3 | O inchaço pode atingir o seu máximo. |
| Dias 4–7 | É habitual começar a notar-se uma melhoria progressiva. |
| Dias 7–14 | Cicatrização dos tecidos moles e eventual remoção dos pontos não reabsorvíveis. |
| Semanas seguintes | Continuação da cicatrização e preenchimento ósseo do alvéolo. |
A evolução não é igual em todos os casos. Se a dor ou o inchaço aumentarem depois de uma melhoria inicial, deve contactar a clínica.

O que fazer depois de tirar o dente do siso?
Os cuidados pós-operatórios são fundamentais para proteger o coágulo sanguíneo, controlar o desconforto e reduzir o risco de complicações.
Nas primeiras 24 horas
- Manter a compressa de gaze
Morda suavemente a gaze colocada sobre a zona operada durante o período indicado pelo médico dentista, habitualmente cerca de 30 minutos.
Se existir sangramento, poderá ser necessário repetir a compressão com uma gaze limpa, seguindo as instruções clínicas. - Aplicar frio na face
Coloque uma bolsa de frio envolvida num pano sobre a face, durante períodos curtos, com intervalos entre aplicações.
O frio pode ajudar a controlar o edema e o desconforto. - Evitar bochechar e cuspir
Nas primeiras 24 horas, evite bochechos vigorosos e movimentos de sucção, que podem interferir com a formação e estabilidade do coágulo. - Fazer repouso relativo
Evite exercício físico intenso, levantamento de pesos e atividades que aumentem significativamente o esforço físico. - Tomar a medicação prescrita
Cumpra as indicações do médico dentista relativamente a analgésicos, anti-inflamatórios e, quando indicados, antibióticos.
Não inicie antibióticos por iniciativa própria.
A partir das 24 horas
- Retome a higiene oral com cuidado, evitando traumatizar a zona operada.
- Faça bochechos suaves apenas se recomendados pelo médico dentista.
- Continue a evitar o tabaco.
- Retome gradualmente a alimentação habitual, de acordo com o conforto e a evolução da cicatrização.
- Mantenha os cuidados de higiene e as consultas de acompanhamento.
O que comer depois de tirar o dente do siso?
A alimentação deve ser adaptada à sensibilidade da zona operada e à capacidade de mastigação. Nos primeiros dias, privilegie alimentos macios, fáceis de mastigar e frios ou à temperatura ambiente.
Alimentos recomendados
| Fase | Exemplos de alimentos |
|---|---|
| Primeiras 24–48 horas | Iogurtes, purés, gelatina, alimentos de consistência cremosa e sopas arrefecidas. |
| Dias 3–5 | Ovos mexidos, peixe macio, massa bem cozida e legumes cozidos. |
| Dias seguintes | Introdução gradual de alimentos com consistência habitual, conforme a tolerância. |
O que deve evitar?
Durante a fase inicial da recuperação, evite:
- Alimentos muito quentes;
- Alimentos duros ou crocantes;
- Alimentos muito picantes;
- Sementes e partículas pequenas que possam ficar retidas na ferida;
- Bebidas alcoólicas;
- Utilização de palhinhas.
Não é necessário manter uma dieta exclusivamente líquida durante vários dias. O mais importante é evitar traumatizar a zona e respeitar as indicações específicas do médico dentista.

Quais são as complicações possíveis após a extração?
Embora a maioria dos doentes apresente uma recuperação sem complicações significativas, existem situações que justificam uma avaliação clínica.
Alveolite seca
A alveolite é uma complicação que ocorre quando o coágulo sanguíneo se perde ou se desintegra prematuramente, comprometendo a proteção do osso no interior do alvéolo. É frequentemente caracterizada por:
- Dor intensa que surge ou aumenta alguns dias após a extração;
- Dor que pode irradiar para o ouvido ou têmpora;
- Mau hálito ou sabor desagradável;
- Resposta insuficiente aos analgésicos habituais.
A alveolite não corresponde necessariamente a uma infeção bacteriana. O tratamento é realizado pelo médico dentista e pode incluir irrigação cuidadosa do alvéolo e aplicação de um penso local, de acordo com a avaliação clínica.
Infeção após a extração
Uma infeção pós-operatória pode manifestar-se através de:
- Febre;
- Aumento ou agravamento do edema;
- Dor progressiva;
- Presença de pus;
- Mal-estar geral;
- Dificuldade em abrir a boca ou engolir.
Se estes sintomas surgirem, deve contactar o médico dentista para avaliação.
Dificuldade em respirar, dificuldade importante em engolir ou inchaço rapidamente progressivo da face ou pescoço são sinais de emergência médica.
Mitos e verdades sobre os dentes do siso
Os dentes do siso empurram os outros dentes e provocam desalinhamento?
A relação entre os terceiros molares e o apinhamento dos dentes anteriores tem sido estudada, mas não existe fundamento para considerar a extração dos sisos uma medida universal de prevenção do desalinhamento dentário.
O apinhamento tardio é multifatorial e pode ocorrer mesmo em pessoas sem dentes do siso.
Se não tiver dor, não preciso de tirar o siso?
Não necessariamente. Um dente do siso pode apresentar alterações clínicas ou radiográficas sem provocar dor. A avaliação periódica permite determinar se existe alguma patologia que justifique tratamento.
Por outro lado, um dente saudável e funcional pode ser mantido sob vigilância.
É possível tirar os quatro dentes do siso na mesma cirurgia?
Sim. Em determinados casos, os quatro terceiros molares podem ser extraídos na mesma sessão. A decisão depende da complexidade dos dentes, do estado de saúde do doente, do tipo de anestesia e das condições de recuperação.
Noutros casos, poderá ser preferível realizar a extração em duas sessões ou tratar apenas o dente que apresenta indicação clínica.
Tirar um dente do siso dói?
Durante a cirurgia, a anestesia local bloqueia a dor. É possível sentir pressão ou movimentos, mas não deverá sentir dor aguda.
Após o procedimento, é normal existir algum desconforto, que pode ser controlado através da medicação e dos cuidados recomendados.
Avaliação e tratamento dos dentes do siso na MAXICLIN
Os dentes do siso nem sempre precisam de ser removidos, mas a sua posição e evolução devem ser acompanhadas para prevenir ou identificar atempadamente possíveis complicações.
Na MAXICLIN, a avaliação dos terceiros molares permite determinar se existe indicação para tratamento, vigilância ou extração, considerando as características clínicas e anatómicas de cada doente.
Se sente dor na zona posterior da boca, tem a gengiva inflamada ou pretende avaliar a posição dos seus dentes do siso, marque uma consulta de avaliação.
Agende a sua consulta na MAXICLIN e esclareça as suas dúvidas com o Dr. Duarte Mourão e a equipa clínica.
agende consulta de diagnóstico
Perguntas Frequentes (FAQs)
Quantos dentes do siso temos?
Podemos ter até quatro dentes do siso: dois superiores e dois inferiores. Algumas pessoas apresentam menos dentes ou não desenvolvem terceiros molares.
Quando nascem os dentes do siso?
Os dentes do siso erupcionam habitualmente entre os 17 e os 25 anos, embora possam surgir mais tarde ou permanecer inclusos.
Quanto tempo demora a recuperação de uma extração do siso?
O desconforto e o inchaço são geralmente mais evidentes nos primeiros dias, com melhoria progressiva ao longo da primeira semana. A cicatrização dos tecidos moles demora habitualmente uma a duas semanas, enquanto a recuperação óssea é mais prolongada.
Posso trabalhar no dia seguinte à extração do siso?
Depende da complexidade da cirurgia, do número de dentes extraídos e do tipo de atividade profissional. Após uma extração simples, algumas pessoas retomam as atividades habituais no dia seguinte. Após uma cirurgia mais complexa, poderá ser necessário mais tempo de repouso.
Posso escovar os dentes depois de tirar o siso?
Sim. A higiene oral deve ser retomada cuidadosamente, evitando escovar diretamente a ferida cirúrgica nas primeiras horas. A partir do dia seguinte, a escovagem deve ser feita com suavidade, de acordo com as instruções do médico dentista.
Quando posso fumar depois de tirar o dente do siso?
Deve evitar fumar durante, pelo menos, os primeiros dias, sendo preferível prolongar a abstinência durante uma semana ou conforme indicação clínica. O tabaco prejudica a cicatrização e aumenta o risco de alveolite.
O que fazer se o dente do siso estiver inflamado?
Mantenha uma higiene oral cuidadosa, evite traumatizar a zona e procure avaliação por um médico dentista. A inflamação pode corresponder a uma pericoronarite ou a outra condição que necessita de tratamento específico.
Como saber se tenho uma infeção depois de tirar o siso?
Febre, agravamento do inchaço, dor progressiva, pus ou mal-estar geral podem indicar uma complicação. Deve contactar o médico dentista para avaliação, especialmente se os sintomas surgirem após uma melhoria inicial.
Este artigo tem um caráter puramente informativo e educativo, não substituindo a avaliação personalizada de um profissional. Para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado ao seu caso, agende uma consulta na MAXICLIN.
Referências
- NICE — Guidance on the Extraction of Wisdom Teeth – Orientações sobre indicações para extração e terceiros molares sem patologia.
- AAOMS — Clinical Papers – Documentação sobre a gestão dos terceiros molares inclusos, incluindo a publicação de 2024.
- AAOMS — Wisdom Teeth Management – Informação clínica e educativa sobre diagnóstico e acompanhamento.
- NHS — Advice for Patients Having Wisdom Teeth Removed – Orientações sobre recuperação, alveolite e complicações.